Os Países Africanos com Mais Criptomoedas em África destacam-se em diversos aspectos, inclusive na economia global de criptomoedas. A África Subsariana representa uma das menores fatias da economia global de criptomoedas, contabilizando apenas 2,7% do volume de transações mundiais entre julho de 2023 e junho de 2024. Isso reflete o menor Produto Interno Bruto (PIB) agregado da região em comparação com outras partes do mundo. No entanto, o cenário está em franca evolução, com a região registrando um aumento modesto, recebendo aproximadamente 125 bilhões de dólares em valor on-chain (transações, registros e processos que ocorrem diretamente na blockchain) nesse período, um crescimento de 7,5 bilhões em relação ao ano anterior.

Tabela de Contéudos
Adoção de Criptomoedas: Nigeria e África do Sul em Destaque
Um relatório divulgado em dezembro de 2024 pela ConsenSys, em parceria com a YouGov, destacou que a Nigéria e a África do Sul lideram a adoção de criptomoedas no mundo. A pesquisa, que incluiu mais de 18 mil pessoas em 18 mercados globais, revelou que 73% dos nigerianos e 68% dos sul-africanos já possuíram ou possuem criptomoedas. Esses números colocam os dois países no topo do ranking mundial, superando mercados como Filipinas, Vietnã e Índia. Os países africanos com mais criptomoedas em África estão cada vez mais se destacando no cenário global.
Em contraste, países desenvolvidos como Japão, França e Canadá apresentaram taxas de propriedade abaixo de 30%. A média global de posse de criptomoedas ficou em 42%, reforçando o apelo crescente desses ativos em regiões emergentes como a África e a Ásia. Os países africanos com mais criptomoedas em África têm um papel central nesse panorama.
O último ranking de países africanos com base na adoção de criptomoedas em 2024, de acordo com o relatório da Chainalysis:
Rank (Africa) | Rank (Global) | País |
1 | 2 | Nigéria |
2 | 26 | Etiópia |
3 | 27 | Marrocos |
4 | 28 | Quénia |
5 | 30 | Africa do Sul |
6 | 34 | Uganda |
7 | 43 | Argélia |
8 | 44 | Egipto |
9 | 46 | Gana |
10 | 48 | República Democrática do Congo |
A Nigéria lidera o grupo, mantendo sua posição como o principal país africano para adoção de criptomoedas no ano de 2024. A Etiópia demonstrou um crescimento notável, tornando-se o mercado de criptomoedas de crescimento mais rápido na África.
Barreiras à Adoção de Criptomoedas
Apesar do crescimento, desafios persistem. Entre as principais barreiras para uma adoção mais ampla em todos os países pesquisados estão:
- Volatilidade do mercado (20%)
- Prevalência de golpes e fraudes (17%)
- Falta de informações sobre como começar (14%)
- Baixo entendimento sobre o propósito das criptomoedas (11%)
- Complexidade tecnológica (10%)
Esses desafios destacam a necessidade de educação financeira e soluções acessíveis para aumentar a confiança dos usuários e incentivar a adoção em larga escala. Em especial, os países africanos com mais criptomoedas em África precisam superar essas barreiras para maximizar seu potencial.
Casos de Uso na África
Na África, o uso prático das criptomoedas é um dos principais fatores para sua crescente popularidade. Muitos africanos utilizam criptomoedas para:
- Pagamentos comerciais
- Proteção contra a inflação
- Transferências menores e mais frequentes (em tamanho de varejo)
A região é líder mundial na adoção de finanças descentralizadas (DeFi), um reflexo da necessidade de serviços financeiros acessíveis. De acordo com o Banco Mundial, apenas 49% dos adultos na África Subsariana tinham uma conta bancária em 2021, o que impulsiona a demanda por alternativas financeiras como as criptomoedas. Não é surpresa que os países africanos com mais criptomoedas em África sejam pioneiros nesse movimento.
Stablecoins: Resiliência e Conexão Global
Stablecoins, como USDT e USDC, têm desempenhado um papel crucial no fortalecimento da economia cripto na região. Em países onde as moedas locais são altamente voláteis e o acesso ao dólar é limitado, essas moedas digitais atreladas ao dólar oferecem uma forma confiável de armazenar valor, facilitar pagamentos internacionais e apoiar o comércio transfronteiriço.
As stablecoins representam aproximadamente 43% do volume total de transações na África Subsariana. Esse crescimento está intrinsecamente ligado aos países africanos com mais criptomoedas em África.
Nigéria: Um Gigante no Cenário Global
A Nigéria, segunda colocada no índice global de adoção de criptomoedas, recebeu cerca de 59 bilhões de dólares em valor de criptomoedas entre julho de 2023 e junho de 2024. Segundo Moyo Sodipo, COO e cofundador da Busha, as criptomoedas estão cada vez mais integradas ao dia a dia dos nigerianos, sendo utilizadas para pagamentos de contas, recargas de celular e compras no varejo. Stablecoins também desempenham um papel vital, representando cerca de 40% dos fluxos de stablecoins na região. A Nigéria é um dos países africanos com mais criptomoedas em África e um modelo para o continente5
África do Sul: Crescimento Sustentado
A África do Sul, maior economia do continente, é também um dos maiores mercados de criptomoedas da região, com transações que totalizaram 26 bilhões de dólares no último ano. O país está experimentando um aumento significativo na atividade institucional e no interesse de empresas de finanças tradicionais (TradFi). Segundo Rob Downes, do Absa Group, soluções de custódia para ativos digitais estão em alta, preparando o terreno para uma maior integração entre o sistema financeiro tradicional e o mercado de criptomoedas. Entre os países africanos com mais criptomoedas em África, a África do Sul continua a desempenhar um papel de destaque.
Para pagamentos no varejo, avanços em tecnologias de camada 2 e APIs de pagamento tornaram as transações mais viáveis, permitindo que comerciantes aceitem criptomoedas enquanto liquidam os valores em moeda fiduciária. Essa inovação reforça a posição dos países africanos com mais criptomoedas em África no mercado global.
Colaboração Entre Fintechs e Reguladores
A cooperação entre fintechs e reguladores tem sido um dos pilares do crescimento da economia cripto na África. Startups focadas em blockchain estão desenvolvendo soluções inovadoras para atender às necessidades locais, desde o envio de remessas até sistemas de identidade digital. Reguladores, por sua vez, têm buscado equilibrar a promoção da inovação com a proteção dos consumidores. Essa abordagem beneficia especialmente os países africanos com mais criptomoedas em África, que estão à frente nas inovações tecnológicas.
Essa colaboração tem gerado iniciativas como as “sandboxes regulatórias”, onde novas tecnologias podem ser testadas em um ambiente controlado antes de serem implementadas em maior escala. Países como Maurício e Seicheles têm sido pioneiros nesse campo, criando um ecossistema que incentiva tanto o investimento estrangeiro quanto o desenvolvimento local. Assim, os países africanos com mais criptomoedas em África se tornam centros de referência global.
Além disso, eventos e conferências regionais têm servido como plataformas para o diálogo entre stakeholders, ajudando a alinhar expectativas e traçar direções claras para o futuro do setor.
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Um Futuro Promissor
Apesar de sua participação relativamente pequena na economia cripto global, a África Subsariana está em um momento de transformação. Países como Nigéria, África do Sul, Gana, Maurício e Seicheles estão liderando o desenvolvimento de regulamentações claras para o setor. Os países africanos com mais criptomoedas em África estão moldando o futuro do continente e, de forma mais ampla, do mercado global.
Com a crescente colaboração entre reguladores, empresas TradFi e plataformas cripto, a região está bem posicionada para impulsionar a inclusão financeira e fomentar inovações tecnológicas em larga escala. Os países africanos com mais criptomoedas em África estão não apenas moldando o futuro do mercado cripto, mas também oferecendo lições valiosas para o resto do mundo.